Depois de reportar sobre a Bolívia, aproveito esse espaço pra contar algumas coisas sobre o México. Não tive a oportunidade de estar lá pessoalmente, mas o Daniel Morende, repórter especial enviado ao México para um casamento que não aconteceu, me manda notícias muito interessantes de lá, que eu gostaria de partilhar, aproveitem:
Dani, dei uma editada pra não te comprometer!!!!
Por Daniel Morende
Cheguei no Mexico muito bem. Voos no horário, comprei uma câmera nova no Panamá, tomei uma canserinha da imigração, tive que assistir o cachorro revistar todas as malas do voo, pisando em cima delas uma a uma, encontrei a Ana, filmei uns mariates em uma cantina do século passado , tomei umas tequilas onde os revolucionários iam para comemora com tiros no teto (tem as marcas) e passei o ano novo com minha única companhia, 2 francesas. Não é tradicional as pessoas saírem às ruas, passam geralmente coma famiia. Então voltei cedo e pela primeira vez passei um ano novo muy tranquilo. Mesmo com meu portunhol, não preciso usar inglês em lugar nenhum. E fácil de entender as pessoas e o hostel aqui e bem fora. to pensando em passar uns dias mais na cidade do Mexico e ir direto para acapulco.
Vale a pena contar sobre o segundo dia. Havia combinado com uma francesa para conhecer o parque central da cidade. Fomos a pé conversando. Um dia um pouco frio mas cheio de mexicanos na rua em função do dia do trabalho. Quando chegamos ao parque depois de uma caminhada de 1 hora pela avenida principal da cidade do Mexico, El paseo de lá reforma, um palhaço estava com uma galera de mais de 100 pessoas fazendo claro palhaçadas. Foi quando ele me viu e perguntou de onde era. Quando falei ele sem duvida falou "Un campesino"! Me perguntou: Te gusta las mexicanas? E claro, falei (isso no microfone). Dai eles nos colocou Pra sentar bem de trás dele. Viramos os jurados de um grupo de crianças que dançavam na frente de todos. Como no Brasil, as crianças dançam bem digamos requebradamente. Com a participação especial de um moleque de 3 anos com a mão no Peru. Depois de quase uma hora atras do palhaço, demos empate entre 2. Demos uma volta e quando estávamos indo embora, uma repórter do canal 3, me parou e perguntou se não queria dar um depoimento. Como meu espanhol ta mais pra Portugues, deixei pra francesa (ela estuda aqui a um tempo). Mesmo assim fiquei do lado dela pra aparecer na tela. A pergunta: "o que quer de melhor ao Mexico para 2010. Dai ela deu uma descabelada falando da melhora da segurança.
No hostel enquanto escrevia essa mensagem, uns australianos apareceram e acho que viu continuar viagem ao Sul com eles. Estou indo para as pirâmides de Teotihuacan, a cidade arqueologica onde tem as pirâmides astecas. To me sentindo em casa com meu parceiros campesinos.
19 janeiro 2010
13 janeiro 2010
Vende-se banana: de R$ 0,40 a R$ 5,40 o quilo
Ontem fui ao Pão de Açúcar, comprar alguma coisa para o jantar e para o café da manhã. Logo na entrada, me deparei com a frutaria e procurei pela banana. Encontrei a prata ao preço de cinco reais e alguns centavos o quilo. Mais de cinco reais o quilo!
No mesmo instante me lembrei da banana que vendiam os produtores de Mirorós. Há épocas em que toneladas de banana, da melhor qualidade, são vendidas a vinte centavos o quilo. Vinte centavos o quilo!
Um ganha vinte centavos e outro cinco reais pelo mesmo produto! Alguém poderia fazer essa conta pra mim? Quantos % a mais o supermercado cobra?
Quanta diferença. Se a mesma carga de quatro mil reais passou a valer então cinco vezes a mais, só porque saiu da roça, andou mil quilômetros e chegou no supermercado. O caminhão carregado ao máximo, é comprado do produtor por um preço médio de seis mil reais é vendido pelo Pão de Açúcar a trinta mil reais. Assim, o supermercado lucra 24 mil reais em um caminhão de banana, só porque a banana teve que ser transportada, durante um dia, por mil quilômetros e foi ajeitada em bonitas pencas aos olhos do consumidor.
A conta apareceu instantaneamente na minha cabeça e obviamente não comprei a banana. Na feira, no dia seguinte, paguei um real e cinqüenta centavos o quilo. Muito mais justo, ainda assim, o dobro do preço que deveria ser pago na roça, porque o produtor também tem que ganhar o seu e vender sua banana a um preço mais justo, como setenta centavos.
Sim, a banana é o Brasil. O rico com muito, o pobre com pouco e o consumidor se colocando no seu lugar: compra o que pode e paga o que não pode.
No mesmo instante me lembrei da banana que vendiam os produtores de Mirorós. Há épocas em que toneladas de banana, da melhor qualidade, são vendidas a vinte centavos o quilo. Vinte centavos o quilo!
Um ganha vinte centavos e outro cinco reais pelo mesmo produto! Alguém poderia fazer essa conta pra mim? Quantos % a mais o supermercado cobra?
Quanta diferença. Se a mesma carga de quatro mil reais passou a valer então cinco vezes a mais, só porque saiu da roça, andou mil quilômetros e chegou no supermercado. O caminhão carregado ao máximo, é comprado do produtor por um preço médio de seis mil reais é vendido pelo Pão de Açúcar a trinta mil reais. Assim, o supermercado lucra 24 mil reais em um caminhão de banana, só porque a banana teve que ser transportada, durante um dia, por mil quilômetros e foi ajeitada em bonitas pencas aos olhos do consumidor.
A conta apareceu instantaneamente na minha cabeça e obviamente não comprei a banana. Na feira, no dia seguinte, paguei um real e cinqüenta centavos o quilo. Muito mais justo, ainda assim, o dobro do preço que deveria ser pago na roça, porque o produtor também tem que ganhar o seu e vender sua banana a um preço mais justo, como setenta centavos.
Sim, a banana é o Brasil. O rico com muito, o pobre com pouco e o consumidor se colocando no seu lugar: compra o que pode e paga o que não pode.
08 janeiro 2010
Boris Casoy e o descaso depois do erro
Um ponto para o jornalismo em 2010! Ao menos o Boris Casoy revelou sua verdadeira moral e botou pra fora o pensamento ignorante que tenta esconder com sua pose de jornalista intelectual!
Veja bem, do Bóris Casoy eu não esperava nada. Não tomei um susto quando ouvi no youtube as palavras nojentas que saíram da sua boca. Nem fiquei surpresa com o pedido de desculpas medíocre. Chocada, mesmo, fiquei quando soube que o sindicato dos trabalhadores de limpeza urbana foi ridicularizado ao solicitar um posicionamento da emissora que emprega e paga muito bem aquele senhor de idade que está ficando caquético!
Vejam isso...
Carta aberta à população:
Garis de São Paulo são humilhados duas vezes. Não bastasse a frase desrespeitosa: “Que merda: dois lixeiros desejando felicidades do alto da suas vassouras. O mais baixo na escala do trabalho", captada pelo áudio aberto no encerramento de uma saudação de Feliz 2010 de garis e varredores, no dia 31 de Dezembro de 2009, na TV Bandeirantes, hoje (4/01/10), ao tentar entregar uma carta à Boris Casoy e à TV Bandeirantes, os diretores do Siemaco foram mais uma vez humilhados. Uma jornalista que se apresentou como Albertina e se disse chefe de redação não quis, sequer, assinar o protocolo de recebimento. Não autorizou, inclusive, que os diretores do Siemaco, o Sindicato dos Garis e Varredores, entrassem nas dependências da TV Bandeirantes.
Atitude que confirma que a desculpa de Boris Casoy não passou de uma formalidade e que prevalece o preconceito e o tratamento desrespeitoso com a categoria, com os seus representantes legais e com os trabalhadores e trabalhadoras da limpeza urbana de São Paulo. Por isso, publicamos esta “Carta aberta à população”, em busca de atitudes menos preconceituosas e para insistir na adoção de hábitos democráticos. Pois, os garis e varredores de São Paulo queriam provar para a TV Bandeirantes e para Boris Casoy que não aceitam a classificação desrespeitosa: “O mais baixo na escala do trabalho".
O preconceito e a afronta aos mínimos hábitos democráticos se confirmam pelas atitudes da TV Bandeirantes em não receber nossa carta de protesto e pelo tratamento desrespeitoso da jornalista Albertina, subordinada a Boris Casoy. Eis a íntegra da carta que tentamos entregar ao apresentador Boris Casoy e que fomos obrigados a protocolar na TV Bandeirantes, que também não nos recebeu:
“São Paulo, 4 de Janeiro de 2010
De: Sindicato dos Garis de São Paulo
Para: TV Bandeirantes e Boris Casoy
Fazemos questão de registrar, formalmente, nossa indignação com a frase do apresentador Boris Casoy, da TV Bandeirantes, no dia 31 de dezembro de 2009, quando afirmou: “Que merda: dois lixeiros desejando felicidades do alto da suas vassouras. O mais baixo na escala do trabalho". Não aceitamos as desculpas do apresentador, que foram meramente formais ao ser pego ao manifestar o que pensa e que, infelizmente, reforça o preconceito de vários setores da sociedade contra os trabalhadores garis e varredores, responsáveis pela limpeza da nossa Capital. O esforço que os trabalhadores e trabalhadoras fazem, apesar de enfrentarem atitudes preconceituosas como a expressa por Boris Casoy, muito nos orgulha pois sabemos que somos parte integrante da preservação da saúde pública de nossa querida São Paulo.
Moacyr Pereira, presidente do Siemaco-SP, Sindicato dos Garis e Varredores de São Paulo.”
Veja bem, do Bóris Casoy eu não esperava nada. Não tomei um susto quando ouvi no youtube as palavras nojentas que saíram da sua boca. Nem fiquei surpresa com o pedido de desculpas medíocre. Chocada, mesmo, fiquei quando soube que o sindicato dos trabalhadores de limpeza urbana foi ridicularizado ao solicitar um posicionamento da emissora que emprega e paga muito bem aquele senhor de idade que está ficando caquético!
Vejam isso...
Carta aberta à população:
Garis de São Paulo são humilhados duas vezes. Não bastasse a frase desrespeitosa: “Que merda: dois lixeiros desejando felicidades do alto da suas vassouras. O mais baixo na escala do trabalho", captada pelo áudio aberto no encerramento de uma saudação de Feliz 2010 de garis e varredores, no dia 31 de Dezembro de 2009, na TV Bandeirantes, hoje (4/01/10), ao tentar entregar uma carta à Boris Casoy e à TV Bandeirantes, os diretores do Siemaco foram mais uma vez humilhados. Uma jornalista que se apresentou como Albertina e se disse chefe de redação não quis, sequer, assinar o protocolo de recebimento. Não autorizou, inclusive, que os diretores do Siemaco, o Sindicato dos Garis e Varredores, entrassem nas dependências da TV Bandeirantes.
Atitude que confirma que a desculpa de Boris Casoy não passou de uma formalidade e que prevalece o preconceito e o tratamento desrespeitoso com a categoria, com os seus representantes legais e com os trabalhadores e trabalhadoras da limpeza urbana de São Paulo. Por isso, publicamos esta “Carta aberta à população”, em busca de atitudes menos preconceituosas e para insistir na adoção de hábitos democráticos. Pois, os garis e varredores de São Paulo queriam provar para a TV Bandeirantes e para Boris Casoy que não aceitam a classificação desrespeitosa: “O mais baixo na escala do trabalho".
O preconceito e a afronta aos mínimos hábitos democráticos se confirmam pelas atitudes da TV Bandeirantes em não receber nossa carta de protesto e pelo tratamento desrespeitoso da jornalista Albertina, subordinada a Boris Casoy. Eis a íntegra da carta que tentamos entregar ao apresentador Boris Casoy e que fomos obrigados a protocolar na TV Bandeirantes, que também não nos recebeu:
“São Paulo, 4 de Janeiro de 2010
De: Sindicato dos Garis de São Paulo
Para: TV Bandeirantes e Boris Casoy
Fazemos questão de registrar, formalmente, nossa indignação com a frase do apresentador Boris Casoy, da TV Bandeirantes, no dia 31 de dezembro de 2009, quando afirmou: “Que merda: dois lixeiros desejando felicidades do alto da suas vassouras. O mais baixo na escala do trabalho". Não aceitamos as desculpas do apresentador, que foram meramente formais ao ser pego ao manifestar o que pensa e que, infelizmente, reforça o preconceito de vários setores da sociedade contra os trabalhadores garis e varredores, responsáveis pela limpeza da nossa Capital. O esforço que os trabalhadores e trabalhadoras fazem, apesar de enfrentarem atitudes preconceituosas como a expressa por Boris Casoy, muito nos orgulha pois sabemos que somos parte integrante da preservação da saúde pública de nossa querida São Paulo.
Moacyr Pereira, presidente do Siemaco-SP, Sindicato dos Garis e Varredores de São Paulo.”
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