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20 junho 2012

Bahia

E não é que eu volto a falar disso. É que está passando na televisão um remake. Não é nada disso, é ela de novo, me movendo tempo após tempo. Fazer as malas, levar o quê? Deixar a cidade pra quem a consome e digere diariamente. Enxergar novamente o que apetece aos olhos da cara. Dessa vez, enxergar a três! E quem sabe a sete, a dez, a todos que desejem essa paisagem. Uma grande família onde a natureza reina com bravuras.

18 março 2012

"Rei"tor(to) da USP vira peça de museu - Rodas no Memorial da Resistência



O atual "rei" da USP virou peça de museu. João Grandino Rodas é citado, na expo temporária do Memorial da Resistência, "Lugares da Memória - resistência e repressão em São Paulo".

Obviamente, Rodas está inserido como repressor. Sua participação acontece ao lado de repressores e torturadores, e trata de sua participação no encaminhamento da PM para prender alunos na faculdade de Direito da USP. Uma das razões de receber com louvor o título de "Persona non grata" na faculdade.

Quem puder, vá e assine o livro da exposição. É preciso prestigiar tal fato antes que ele mande prender o pessoal do museu, ou escreva no USP DESTAQUES que isso não aconteceu.

29 fevereiro 2012

Expedição Chapada – O Morro do Chapéu


Arrebol do Morrão, um dos pontos mais altos da Bahia


Zé Capoeira em sua roça de mamona - Povoado Icó - Morro do Chapéu

Por Vinicius Mimo
Chegar ao Morro é sempre muito intenso. Estamos na beira do sertão que se estende muito pra lá do São Francisco, no alto da cordilheira de ouro e diamantes que chega nas Minas Gerais. Inscrições rupestres rodeiam praticamente toda a cidade e a ação do homem deixa a incerteza se um dia elas estiveram onde agora há casas.

Deste dividir tempo e espaço na casa de nossos camaradas daqui resultam grandes aprendizados. Nas pequenas coisas muito mudou desde 2008 até hoje. Basta abrir a porta do quintal e observar a revoada de passarinhos e lagartos e o espanto das galinhas para perceber. E são as pequenas relações em meio às gigantescas formas de tantos bilhões de anos onde busco explicações para entender melhor como andam as coisas.

Na roça, no Velame, na vereda que leva o nome do bandeirante explorador, na Mônica, no Icó, na Chapada Velha, o que o agricultor mais espera é que chova mais um pouco até o final de março. Assim a chance de boa safra vai ser quase garantida. Se isso acontecer, um pouco mais de renda deve elevar o consumo.

Parece que não há grande segredo além do trabalho, dedicação e organização, na maior escala possível. No entanto, alguns atalhos, como a disseminação do serviço de perfuração de poços artesianos preocupam. Ainda que este fosse o principal problema. Engodos transformados em milagres econômicos, como a energia eólica, provocam insanidades. Empresas, políticos e outros interessados conseguem lotear um grande patrimônio natural.

Pelo novo brilho do falso diamante alguns avançam sobre o que antes garantia um abalado equilíbrio. Um espaço que traz um pouco da explicação do que é o homem e as verdadeiras razões que o fazem se mover ao longo do tempo. Após a recente tentativa do próprio governo do estado de extinguir este santuário, registrada por um decreto, o patrimônio resplandece sangrando. Aos olhos da esperteza internacional é uma grande mina.

Surpreendente é a rapidez com que alguns poucos vão definindo funções para um grande grupo, que pouco pode refletir a respeito da decisão.